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Tricotecenos
(Toxina T-2, Diacetoxiscirpenol (DAS), Deoxinivalenol (DON), Toxina HT-2, etc.)
Os tricotecenos são um grupo de toxinas produzidas por diversos fungos do gênero Fusarium, principalmente Fusarium graminearum e Fusarium sporotrichioides. As características estruturais mais importantes quanto à atividade biológica dos tricotecenos estão no anel epóxi em C-12,13, na presença de grupamentos hidroxila ou acetila e na estrutura e na posição das cadeias laterais.
Os tricotecenos são tipicamente micotoxinas de campo. São produzidos na lavoura e entram na ração através de matérias-primas contaminadas. Eles são comprovadamente irritantes teciduais sendo que as principais observações associadas à sua ingestão são lesões na cavidade oral, dermatite e irritação intestinal.
A principal resposta fisiológica aos tricotecenos é a perda de apetite, daí seu nome, toxina da recusa de alimento. Essas micotoxinas têm uma potente ação imunossupressora e afetam a resposta imune celular diretamente através de sua ação sobre a medula óssea, baço, tecidos linfóides, timo e mucosa intestinal, onde lesionam as células em divisão ativa.
Vomitoxina (Deoxinivalenol ou DON)
O deoxinivalenol (DON) é também conhecido como vomitoxina. Essa micotoxina é produzida pelo Fusarium graminearum que freqüentemente se desenvolve no milho (podridão-da-espiga), no trigo e na cevada (giberela). O bolor normalmente se desenvolve durante períodos de clima frio e úmido, resultando no crescimento de fungos brancos ou avermelhados.
Níveis superiores a 1 ppm podem levar a uma redução no consumo de ração e conseqüentemente, a uma diminuição na taxa de ganho de peso. Concentrações acima de 5 ppm levam à recusa do alimento e acima de 10 ppm podem ocasionar vômitos e perda de peso. Quando a ração contaminada é substituída por outra limpa e livre de micotoxinas, os animais costumam voltar a comer sem apresentarem nenhum outro sinal aparente.
Vomitoxina:
- Afeta o trato gastrintestinal (lesões, por exemplo)
- Níveis de 1-2 ppm causam uma redução no consumo de ração e conseqüentemente, uma diminuição na taxa de ganho de peso
- Com níveis superiores a 5 ppm, a depressão no consumo de ração pode se tornar grave
- Níveis de 10-20 ppm causam vômito e a completa recusa do alimento, levando à redução no ganho de peso ou à perda de peso propriamente dita
- Os suínos inicialmente consomem uma quantidade de ração suficiente para induzir o vômito, mas voluntariamente reduzem o consumo para parar o vômito
- As porcas são mais resistentes do que os animais mais jovens
- Níveis baixos podem levar a uma imunossupressão
- Mais potente, porém menos comum do que a vomitoxina
- Maior probabilidade de ser produzida durante períodos longos de clima frio e úmido
- 1 ppm ou mais causam vômito e levam a uma diminuição no consumo de ração e nas taxas de ganho de peso
- Níveis de 16-20 ppm causam a completa recusa do alimento
O DON ou as vomitoxinas são as toxinas mais comuns e têm um efeito importante em suínos. Essa grande familia de compostos costuma estar implicada quando os animais recusam o alimento, apresentam vômitos e lesões no trato gastrintestinal. A saúde dos suínos também é afetada devido aos efeitos imunossupressores das micotoxinas. Há um aumento no peso do fígado e uma redução na síntese de proteínas nesse órgão. A concentração e a atividade da serotonina no cérebro podem estar aumentadas.
Diversos estudos mostraram que a 3-5 mg/DON/kg de ração, há uma depressão significativa no apetite de suínos, levando a uma queda no desempenho. Isso tem conseqüências consideráveis para as porcas em lactação, já que a redução no apetite interfere na produção de leite e na taxa de crescimento dos leitões, leva a uma maior perda de peso e a uma piora na condição corporal à desmama. Há um aumento no intervalo desmama-estro, afetando conseqüentemente o desempenho reprodutivo.
Nível de Intervenção
Devido à redução no apetite e no desempenho dos animais, bem como os efeitos imunossupressores, recomenda-se que medidas sejam adotadas se a concentração de DON na ração dos animais for >0,2 ppm.




