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Os fungos Claviceps, embora não sejam endófitos, produzem um conjunto similar de alcalóides do ergot. Ergot é o nome atribuído ao esporão formado por algumas espécies de Claviceps, inclusive Claviceps Purpurea e pode infectar grãos e gramíneas usadas em pastagens. Os Claviceps vivem na planta sem trazer benefício ao hospedeiro, ou seja, são saprófitas e causam a condição conhecida como Ergotismo, historicamente a micotoxicose mais antiga. Os Claviceps vivem em uma série de gramíneas e feno, inclusive azevém e bluegrass e comumente produzem ergotamina, ergostina, ergocristina, ergocriptina e ergocornina. Todos os cereais e grãos mais comuns, como aveia, cevada e milho podem ser infectados pelo ergot, mas o centeio parece ser mais suscetível.
Existem relatos de casos clínicos envolvendo alcalóides do ergot produzidos por Claviceps. No Brasil, éguas em fase final de gestação foram alimentadas com aveia contendo sementes de azevém e apresentaram perda fetal, semelhante à observada com toxicidade por festuca. A semente de azevém foi a única fonte de alcalóides do ergot. Em outro caso, éguas prenhez foram alojadas em baias contendo cama de azevém e a consumiram. Das primeiras oito éguas a parir, sete produziram potros natimortos. A investigação acabou levando à análise da cama, que indicou a presença de dois alcalóides do ergot (um dos quais era ergocornina) em níveis de 450 ppb.
Nível de intervenção
Na ausência de informações específicas para cavalos, o nível de tolerância do ergot em cereais e grãos nos EUA é 0,3 %. No Reino Unido, as normas UKASTA estabelecem 0,00 1% de ergot em grãos usados em rações e tolerância zero para todos os demais usos de grãos. Acredita-se que níveis de 0,1 % de ergot em rações completas para animais de produção já possam exercer efeitos adversos.





