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Zearalenona (ZEA)

A zearalenona geralmente ocorre em grãos, palha e forragem naturalmente contaminados por DON, uma vez que ambas as toxinas são produzidas pelos mesmos fungos. ZEA é responsável por distúrbios reprodutivos devido a seus efeitos estrogênicos em altas concentrações. ZEA não é tóxica por si só, ainda que seja biologicamente potente e exerça atividade estrogênica não esteróide, muito semelhante ao 17b-estradiol.  ZEA é produzida por espécies de Fusarium, contaminantes bastante comuns de diversas culturas de grãos em todo o mundo.

 

Embora a importância dos efeitos reprodutivos negativos da ZEA em suínos e bovinos sejam bem conhecidos, existem informações limitadas em cavalos. Quando se observaram os efeitos de várias concentrações de ZEA e seus derivados sobre as células da granulosa de ovários de éguas que estavam ciclando, estas micotoxinas induziram atresia folicular em células da granulosa cultivadas in vitro. Existe a hipótese de que estas micotoxinas possam estar implicadas em falhas reprodutivas de causa desconhecida em éguas.

 

Entretanto, quando ZEA foi fornecida a éguas por 10 dias, em níveis totais de 1 ppm na ração, não houve efeito sobre a atividade ovariana. Estes níveis, no entanto, também são ineficazes em espécies muito sensíveis, como suínos.

 

 

Nível de intervenção

Como os efeitos da zearalenona em cavalos não foram bem estabelecidos, o nível proposto de intervenção é o utilizado em suinocultura, 200 ppb de zearalenona, pelo menos até que informações mais específicas sejam disponibilizadas.

 




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