Diagnóstico > Eqüinos
Ocratoxinas são importantes toxinas de rações e grãos armazenados. Inicialmente descobertas em 1965 por Van der Merwe et al., são produzidas por diferentes fungos e são prevalentes tanto em regiões temperadas quanto em tropicais. A ocratoxina A é a mais importante das ocratoxinas e já foi identificada em aveia, cevada, milho e trigo com teores de umidade próximos de 16%. A cevada parece ser especialmente suscetível à contaminação. As espécies de fungos Aspergillus e Penicillium são as principais responsáveis pela produção de ocratoxinas.
O principal efeito da ocratoxina A em cavalos é a nefrotoxicidade e em casos agudos a morte pode ocorrer por insuficiência renal aguda. Além disso, a ocratoxina A também é hepatotóxica, carcinogênica, tem potente efeito teratogênico e causa imunossupressão.
Os sinais clínicos de toxicidade por ocratoxinas compreendem:
- Redução do consumo de ração
- Redução do ganho de peso
- Piora de desempenho
- Piora da eficiência de conversão alimentar
- Maior suscetibilidade a infecções virais
- Morte por insuficiência renal aguda.
Nível de intervenção
Na ausência de informações específicas para cavalos, o nível proposto de intervenção é 50 ppb, usado em produção de suínos, uma vez que considera o possível efeito cumulativo e/ou efeitos sinérgicos que outras micotoxinas possam ter sobre o sistema imunológico.





