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Estratégias de Prevenção

Uma vez que o risco de micotoxicose é muito difícil de prever ou avaliar, estratégias de prevenção devem ser implantadas mesmo em situações de baixo risco e devem ser dirigidas principalmente para minimizar a produção de micotoxinas no campo e durante a armazenagem.
 
A limpeza é vital e todos os silos de grãos, rações e utensílios devem ser limpos regularmente. Rações claramente contaminadas por fungos ou vencidas jamais devem ser fornecidas aos animais, ainda que não necessariamente contenham micotoxinas.  Feno e produtos picados devem ser adequadamente colhidos e secos antes de ser armazenados. A ração deve ser mantida em saco fechado até o momento do uso e uma vez aberto, o saco deverá ser mantido em local fresco e seco, sem exposição a flutuações extremas de temperatura. A limpeza da área ao redor dos cochos é extremamente importante. As sementes para a formação de pastagens devem ser livres de endófitos e atenção especial devem ser dada a éguas prenhes, para que não recebam forragens contaminadas por endófitos. As pastagens de gramíneas devem ser mantidas aparadas para que permaneçam em estado vegetativo de crescimento, evitando a formação de flores e sementes, reduzindo assim a oportunidade de contaminação por esporos trazidos pelo ar. Éguas em fase final de gestação não devem ser mantidas em baias com cama de palha de grãos, principalmente azevém. Amostras de palha, feno e gramíneas forrageiras podem ser testadas para ergovalina e lolitrem B, mas o laboratório deverá utilizar a metodologia HPLC (cromatografia líquida de alta performance), mais precisa que TLC (cromatografia em camada fina). Os haras devem monitorar os nascimentos, coletando uma série de informações tais como peso das placentas, que não devem pesar mais que 11 % do peso do potro ao nascer. Para éguas puro-sangue inglês, o peso da placenta não deve ser superior a 6,5 kg.

 

A maior parte dos fabricantes de ração testa regularmente as matérias primas e as rações e atualmente muitos estão adicionando adsorventes de micotoxinas aos produtos acabados.

 

Outras fontes de micotoxinas

A estabulação de cavalos em palha, maravalha e outros tipos de cama é bastante comum, especialmente no caso de cavalos de trabalho e atletas. No inverno, muitos cavalos são mantidos estabulados durante as épocas mais frias. Caso a cama esteja contaminada por micotoxinas, aumenta o risco de micotoxicoses. Em um recente estudo australiano mais de 80% das amostras de palha mostraram-se positivas para micotoxinas. A qualidade da palha deve ser sempre considerada um fator de risco para eqüinos, especialmente cavalos de corrida, que passam até 23 horas por dia na baia.

 

A cama das baias deve ser sempre limpa, evitando-se a prática de “cama alta”, uma vez que é mais propensa a conter fungos e micotoxinas.

 



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