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Aflatoxinas
As aflatoxinas são produzidas principalmente por Aspergillus flavus e Aspergillus parasitium. Elas devem ser consideradas em condições de climas quentes e úmidos. Embora as aflatoxinas não sejam consideradas um problema tão importante em regiões frias ou temperadas, deve-se tomar cuidado nesses locais quando as matérias-primas para a ração são importadas de países de clima quente e úmido.
Há uma variedade de aflatoxinas (B1, B2, G1, G2, M1, M2) produzidas pelo Aspergillus flavus. Com relação à temperatura, o Aspergillus flavus facilmente produz aflatoxinas a 25°C, e nunca se demonstrou a sua produção a menos de 10°C. Níveis de umidade dos grãos entre 22% e 26% constituem condições ideais para a produção de aflatoxinas em vários cereais, incluindo milho, trigo, cevada e aveia.
Já foi demonstrado que as aflatoxinas são carcinogênicas; há, portanto, uma preocupação quanto à sua entrada na cadeia alimentar de humanos. Para suínos, elas são as micotoxinas que causam a toxicidade mais aguda, produzindo patologias hepáticas extensas. Preocupam também a presença de aflatoxinas e seus metabolitos no alimento, devido à natureza sabidamente carcinogênica desses compostos. Sendo assim, muitos países estabeleceram limites máximos para aflatoxinas nas rações para animais (Vide a página de regulamentações neste site para mais detalhes). Grãos contendo níveis de aflatoxinas superiores a 20 ppb não podem ser usados para consumo humano ou ração animal, e não deveriam ser fornecidos a animais jovens.
Em níveis baixos (20 - 200 ppb) a aflatoxina prejudica o desempenho e o estado geral dos animais. O consumo de ração costuma diminuir, levando a uma redução na taxa de ganho de peso e a uma supressão na função imunitária. Em níveis elevados (1000 ppb +) pode haver morte.
Efeitos Clínicos:
Incluem a redução na taxa de ganho de peso e na eficiência alimentar e, em níveis extremos, lesão hepática sob a forma de alterações gordurosas ou necrose lobular com aumento nas células basofílicas na periferia dos lóbulos e ductos biliares. Em casos crônicos extremos, pode haver cirrose a até mesmo morte.
Os indicadores de lesão hepática são o aumento da atividade sérica de gama glutamil transferase (GGT) e fosfatase alcalina (FA), bem como aumento nos níveis de albumina sérica e proteína total.
O fornecimento de dietas contaminadas com aflatoxinas pode levar à exacerbação da carência de vitaminas A e E em suínos, bem como à redução da função imunitária. Isso torna o animal mais sensível a qualquer doença coincidente como a síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRS), a síndrome multissistêmica do definhamento pós-desmame (PWMS), a influenza viral ou a pneumonia por micoplasma; infecções secundárias também são freqüentes.
Embora concentrações baixas de aflatoxinas sejam toleradas, a combinação dos efeitos adversos das aflatoxinas sobre o metabolismo hepático, síntese protéica e status imune reduzem a eficiência reprodutiva de suínos. O aumento no nível de aflatoxina B2 para 800 microgramas/kg de ração resultou em um menor número de leitões nascidos vivos e desmamados. Na verdade, os efeitos das diferentes aflatoxinas sobre a reprodução de suínos parecem ser cumulativos [Smith, T.K., Diaz, G. and Swamy, H.V.L.N. (2005). Recent Advances in understanding mycotoxicoses in swine. In: 'Manipulating Pig Production X. Proceedings of the Tenth Biennial Conference of the Australian Pig Swine Association (APSA)'. Edited by J.E. Paterson; pp 236-247. APSA, Werribee, Australia]:
Os sinais clínicos da toxicose por aflatoxinas incluem:
- Redução no consumo de ração
- Redução na taxa de ganho de peso
- Baixa eficiência na conversão alimentar
- Pior desempenho reprodutivo das porcas
- Redução na digestão de lipídios
- Alteração na função renal
- Lesão hepática:
- ?-glutamil transferase elevada
- fosfatase alcalina sérica elevada
- redução na concentração de albumina sérica e proteína total
- Redução na concentração sérica de retinol e tocofenol
- Carência de vitaminas A e E
- Redução da imunocompetência = maior susceptibilidade a doenças
Níveis de intervenção
Sugere-se um nível de intervenção de 50 ppb para a prevenção dos efeitos adversos das aflatoxinas sobre o desempenho dos suínos. Esse número leva em consideração os possíveis efeitos cumulativos ou sinérgicos com outras micotoxinas que podem afetar a imunocompetência e garante um mínimo de resíduos na carne suína, que podem afetar as características saudáveis e seguras dos produtos à base de carne suína





