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Tricotecenos (toxina T-2, diacetoxiscirpenol (DAS), deoxinivalenol (DON), toxina HT-2, etc.)

Os tricotecenos são normalmente micotoxinas de campo, produzidas nas culturas e chegando à ração dos animais através de matérias-primas contaminadas.

 

Os tricotecenos são produzidos por vários fungos incluindo Fusarium, Stachybotrys, Trichoderma, Myrothecium e Trichothecium; no entanto, o Fusarium é a principal espécie responsável pela produção dessas micotoxinas. Os tricotecenos são mais freqüentes na Europa. Sabe-se que cento e oitenta toxinas são produzidas por espécies de Fusarium em cereais e forragens.

 

Os tricotecenos são comprovadamente irritantes teciduais, e sua ingestão está associada principalmente a lesões orais, dermatite e irritação intestinal. A principal resposta fisiológica aos tricotecenos é a perda de apetite, conferindo a essa micotoxina o nome de toxina da recusa do alimento. Eles também são potentes imunossupressores, afetando a resposta imune celular através de uma ação direta sobre a medula óssea, baço e tecidos linfóides, timo e mucosa intestinal, onde ocorrem danos a células em divisão ativa.

 

Os sinais clínicos da intoxicação por tricotecenos incluem:

  • Lesões na cavidade oral
  • Redução no consumo de ração
  • Perda de peso
  • Imunossupressão
  • Desempenho ruim
  • Cólica

A estaquibotriose foi inicialmente descrita como uma doença fatal associada ao feno ou palha embolorada na Rússia.

 

O DON (deoxinivalenol) é mais conhecido como vomitoxina, já que induz o vômito em cães e suínos. Eqüinos não são capazes de vomitar, mas recusam alimento contendo DON e por isso perdem condição corporal, fato importante principalmente em cavalos de competição. O DON é freqüentemente encontrado no milho e no trigo, e embora o trigo normalmente não faça parte da dieta de eqüinos, seus subprodutos ou o farelo, fazem. Também é comum a utilização da palha do trigo como cama para cavalos. O DON parece ser produzido após a alternância de climas quentes e frios. Existem poucas pesquisas sobre os efeitos dessa micotoxina em cavalos, mas estudos conduzidos na North Carolina State University mostraram a presença de DON no concentrado de 100% dos casos de cólica, com concentrações variando de 0,2 – 8,3 ppm, e 70% dos concentrados fornecidos como controle com concentrações variando de 0 – 2,5 ppm.  Adicionalmente, concentrações de toxina T2 superiores a 0,5ppm e de zearalenona superiores a 0,7ppm foram encontradas em 31 e 44% dos casos de cólica, respectivamente, sendo que nenhuma estava presente no grupo controle. Isso gera certa confusão.

 

Na Alemanha, um grupo grande de cavalos de esporte (n=104) sofreu uma perda abrupta de peso em 2002. A palha da cama estava contaminada com DON em concentrações de 0,5-2,7ppm. Eles também apresentavam aumento nas enzimas hepáticas. Após a remoção da cama, a condição dos animais melhorou.

 

Até que mais pesquisas sejam feitas com cavalos, sugere-se que o nível máximo de tolerância para DON na ração total seja de 2ppm.
Existe apenas um único experimento sobre a administração de toxina T2 na ração de cavalos e quando esta foi fornecida em níveis equivalentes a 1ppm, não foi observado nenhum efeito sobre a atividade ovariana de éguas.




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