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As aflatoxinas constituem um problema em condições de climas quentes e úmidos. Elas podem ser produzidas por certas espécies de fungos do gênero Aspergillus quando a temperatura ambiental é superior a 21°C e umidade relativa superior a 14%. Embora as aflatoxinas não sejam consideradas um problema importante em regiões frias ou temperadas, deve-se prestar atenção nessas regiões à utilização de ingredientes como milho, soja, oleaginosas e outros cereais importados de países quentes e úmidos.
As aflatoxinas são furanocumarinas produzidas por muitas cepas Aspergillus parasiticus e Aspergillus flavus. Elas são encontradas em matérias-primas para a alimentação animal como milho, ainda no campo ou na armazenagem. As culturas podem ficar contaminadas com aflatoxinas ainda no campo, se as condições ambientais forem propícias.
A utilização de milho em um haras no Arkansas, nos Estados Unidos, resultou na morte de três cavalos e problemas de saúde em vários outros. A investigação mostrou uma grave necrose no fígado, o que sugeria o envolvimento de aflatoxina. Análises da ração mostraram a presença de inúmeras colônias de Aspergillus flavus, e análises químicas comprovaram a presença de aflatoxinas B1, B2 e M1.
Adicionalmente, pôneis alimentados com dietas contendo 2ppm de aflatoxina por dia apresentaram aumento nas enzimas hepáticas incluindo GGT (gama glutamil transferase) que indica lesão hepática. Há relatos de concentrações muito mais baixas de 0,3 ppm provocando a morte de cavalos.
Em todas as espécies, as aflatoxinas são hepatotóxicas e carcinogênicas, produzindo alterações gordurosas que levam à degeneração de hepatócitos, necrose e alterações na função hepática. A supressão da síntese de proteínas hepáticas é o principal fator responsável pela redução no crescimento. A aflatoxina também interfere com o metabolismo da vitamina D, contribuindo para a diminuição da resistência dos ossos. Através da redução da produção de sais biliares, a aflatoxina influencia negativamente a absorção de lipídios e de pigmentos. Além disso, o metabolismo de outros minerais como ferro, fósforo e cobre também é afetado pelas aflatoxinas.
Os níveis máximos de aflatoxina sugeridos para cavalos adultos não deveria exceder 50ppb e cavalos de reprodução ou de trabalho deveriam receber preferencialmente dietas sem aflatoxinas. Outros níveis de tolerância sugerem 20ppb (0,02ppm), o que indica que existe uma ampla gama de níveis associados a sintomatologia clínica.
Os sinais clínicos da intoxicação por aflatoxina incluem:
- Perda de peso / perda de apetite
- Redução na eficiência de conversão alimentar
- Imunossupressão e aumento na susceptibilidade a doenças
- Redução na fertilidade
- Necrose hepática
- Morte





