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A festuca é uma gramínea usada em pastagens que costuma ser bastante resistente. Ela pode ficar infectada por endófitos que produzem alcalóides do ergot (alcalóides ergopeptinas). Cavalos com intoxicação por endófitos da festuca podem apresentar falta de apetite, perda de peso/ condição corporal, desempenho ruim, pelagem mais áspera e aumento na temperatura.
Os endófitos também podem ter efeitos negativos sobre o sistema reprodutivo de éguas, já que elas são sensíveis a concentrações tão baixas quanto 300-500ppb. Os sintomas mais comuns da intoxicação de éguas prenhes por alcalóides do ergot são:
- Prolongamento da gestação para até 12 meses
- Distocia
- Descolamento de placenta
- Placentas espessadas e edematosas
- Potros fracos ou mortos com pneumonia aspirativa
- Dificuldade de os potros romperem a placenta espessada
- Falta de desenvolvimento das mamas ou lactação
- Natimortos
Éguas em final de gestação deveriam ser retiradas de pastos de festuca contaminada com endófitos antes do 300o dia de gestação. Duas semanas antes da data esperada para o parto, as éguas deveriam ser tratadas com domperidona para reduzir os efeitos da intoxicação por alcalóides do ergot.
Testes laboratoriais para ergovalina (o alcalóide do ergot da intoxicação por festuca) e lolitrem B (o alcalóide do ergot da intoxicação por azevém) podem ser realizados para diagnóstico veterinário.
O Neotyphodium coenophialum também é um endófito que causa a intoxicação por festuca através da produção de alcalóides do ergot, e ele passa todo o seu ciclo de vida dentro da planta. Esse fungo provoca distocia em éguas e morte perinatal em potros.
Toxinas tremorgênicas do azevém causam o cambaleio do azevém em cavalos. Esse endófito se prolifera em condições quentes e secas seguidas por períodos de chuvas. Os sintomas do cambaleio do azevém incluem ataxia, meneios de cabeça, perda de coordenação e possíveis colapsos. Os cavalos podem estar quietos em estação e quando “assustados” têm uma reação exacerbada. Felizmente os efeitos neurológicos aparecem temporariamente e quando os animais são removidos do pasto, eles costumam voltar ao normal em um período de aproximadamente uma semana.
Esses endófitos podem ser passados de uma geração do vegetal para a outra através das sementes. É importante então garantir que as sementes adquiridas não contenham endófitos antes de semeá-las para a formação do pasto para os cavalos.





