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Patulina
A patulina é um policetídeo lactona, produzido por certas espécies de Penicillium, Aspergillus e Byssochlamys que crescem em frutas, incluindo maçãs, pêras e uvas. A patulina foi inicialmente isolada na década de 40, mas se sabe agora que ocorre no mundo todo em maçãs e produtos de maçãs
Em frutas inteiras, a inspeção visual geralmente identifica as unidades de baixa qualidade. A patulina está particularmente associada a maçãs que apresentam "podridão marrom" ou outras características de podridão. Qualquer fruta com sinais visíveis de podridão, deterioração ou crescimento de fungos pode estar sob suspeita e poderia conter patulina
O principal risco surge quando frutas que não estão em boas condições são usadas para produção de sucos e outros produtos processados. A contaminação por patulina também foi relatada em verduras, grãos de cereais e silagem. A patulina não é considerada como uma micotoxina particularmente potente.
Frutas armazenadas sob condições que promovem esmagamento, batida e podridão aumentam a probabilidade de formação de patulina. Penicillium expansum parece ser o fungo mais comumente responsável por patulina em suco de maçã.
A patulina pode ser isolada apresentando-se desde incolor até cristais brancos. É solúvel água, metanol, etanol, acetona e etil ou amil acetato e é menos solúvel em dietil éter e benzeno. É estável em soluções ácidas mas pode ser decomposta por cocção em 2N H2SO4 durante seis horas. É suscetível a hidrólise alcalina, reduzida por SO2 e por fermentação (armazenagem).
Patulina possui propriedades antibióticas de amplo espectro e tem sido testada para avaliar sua capacidade de tratar o resfriado comum. Sua eficácia, entretanto, nunca foi comprovada e, por causa de sua toxicidade, o seu uso em tratamento de condições médicas nunca prosseguiu, além de ser um irritante para o estômago e causar náuseas e vômitos.
Em bovinos os sintomas da toxicidade de patulina incluem hemorragia no trato digestivo. Em 1954, a patulina foi implicada na morte de 100 vacas no Japão, que tinham consumido ração contaminada.
Tem sido relatado que a DL50 para patulina em ratos é 15 mg kg1 de peso corporal e 25 mg kg1 depois de uma injeção subcutânea. A morte geralmente é causada por edema pulmonar. Estes efeitos não foram observados em estudos de longo prazo com níveis de dose mais baixas. Também foi demonstrado que é imunotóxico e neurotóxico. Diversos estudos verificaram que a patulina é genotóxica, isto é, que causa danos ao DNA ou aos cromossomos em estudos de curto prazo. Estes estudos, entretanto, foram realizados em culturas de células bacterianas ou de mamíferos, e com doses da toxina que não são relevantes para os níveis de exposição humana.
Com base em estudos de reprodução e de carcinogenicidade de longo prazo em ratos e camundongos, o JECFA estabeleceu uma Ingestão Semanal Tolerável Provisória de 7 µg/kg de peso corporal.
Co-contaminação e outras micotoxinas
Rações ou ingredientes contaminados geralmente contêm mais do que uma micotoxina conhecida e possivelmente diversas desconhecidas. As respostas tóxicas e os sinais clínicos observados em ruminantes quando há mais do que uma micotoxina presente na ração são complexos e variados.
A co-contaminação de micotoxinas parece exercer efeitos negativos maiores sobre a saúde e a produtividade do que as micotoxinas isoladas. Por esta razão, os sintomas típicos de micotoxicose são muitas vezes vistos em ruminantes mesmo que as análises de ração indiquem concentrações muito baixas de micotoxinas individuais. A toxicidade pode ser devida a interações entre diferentes micotoxinas, que exageram os sintomas de toxicidade
No caso das micotoxinas, o risco depende diretamente do nível das principais micotoxinas na ração, a co-ocorrência e o nível de outras micotoxinas, bem como da idade do animal e seu estado sanitário. Por isso, falando de um modo preciso, não é possível definir níveis seguros de micotoxinas. Esta situação complexa torna necessário a adoção de todas as precauções relevantes
Amostragem e teste de micotoxinas
Devido às incerteza associadas com qualquer procedimento de teste de micotoxina, é muito difícil determinar a verdadeira concentração de micotoxina de uma partida a granel. As micotoxinas são difíceis de medir por uma série de razões:
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Muitas micotoxinas diferentes podem estar presentes simultaneamente, tornando a análise difícil e cara. Sob condições comerciais, uma análise geralmente fica limitada a alguns indicadores de micotoxina
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É difícil realizar amostragem em rações a granel. As micotoxinas estão presentes em pontos 'quentes' ('hot spots') e não estão distribuídas uniformemente por toda a ração. Por isto, rigorosos procedimentos de amostragem devem ser seguidos, com muitas amostras sendo coletadas de um dado lote em particular para se conseguir uma leitura realista
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A pesquisa mais recente identificou complexos de micotoxinas e seus metabólitos que escapam das análises de rotina





